CultClubShow #3 - Virada Cultural 2016 em Bauru (Parte 1)

Pegamos a estrada mais uma vez e assistimos os dois dias da Virada Cultural de Bauru, uma das grades mais interessantes e ecléticas do estado. Em clima de aventura, presenciamos todos os shows, e vamos falar um pouco de cada um deles pra vocês.

Fotos: Gabriela Ferraz e Caio Cristiano

Local: Parque Vitória Régia, Av. Nações Unidas - Bauru/SP
Lindo parque! Um pouco íngreme, permitindo a visão de todos. Os pequenos comércios estavam por todo lugar, mas não atrapalharam. A estrutura do palco, menor que a de Araçatuba, mesmo assim suportou bem todas as atrações. Excelente evento!

O primeiro dia, que será tema deste post, foi o que obteve uma variedade musical mais forte. Começamos com rock clássico e terminamos com rap. Portanto, a galera que acabou indo pra ver um artista específico não aprovou tanto as outras atrações que aconteceram. Mas, quem foi pra ver um festival de música, viu! Cada um deles se apresentou com tudo o que tem, até porque, o ambiente não proporcionava vontade diferente. Talvez eu nunca tivesse visto um evento público tão cheio quanto este.
Mas enfim, vamos aos shows!

Banda: Acústicos e Calibrados, banda local que tem como vertente principal o rockabilly, desde repertório até roupas e instrumentos. Vão gravar seu segundo DVD e entre as canções próprias destaco a que foi tema do ultimo clipe, Caneta Prateada.
O Show: Quatro caras uniformizados, com instrumentos vintage, subiram ao palco e começaram uma balburdia que parecia não ter fim. E quando digo balburdia, é sim, no bom sentido! Pois em um repertório cover que tem de Beatles a Raimundos, talvez não exista palavra que melhor defina. As canções próprias que foram executadas como Calibrados, Queria Ser Patrick Swayze e o ultimo sucesso, Caneta Prateada, seguem algo que lembra, levemente, Velhas Virgens, com letras cômicas, arranjos clássicos e refrões que já estavam na boca da galera. Um ótimo show de abertura para esquentar aquela noite fria!

Cantor: Tiago Iorc, o mais novo sex symbol da música brasileira. Quando ainda escrevia em inglês, emplacou hits em novelas globais, mas não teve nem de perto o mesmo sucesso de Troco Likes, seu primeiro álbum em português, e do EP Sigo de Volta, que já está em todas plataformas midiáticas possíveis.
O Show: Algumas pessoas tocam violão brilhantemente bem, algumas pessoas tem voz suave e que conquista, algumas pessoas tem uma beleza e empatia naturais que surpreendem, e tem o Tiago Iorc, que é tudo isso. Acompanhado apenas de seu violão, fez um show intuitivo e aconchegante. Eu poderia falar que, por não ter a banda completa, não foi um show animado, mas as meninas não deixaram desanimar! A cada acorde, palavra, pose, era um grito da platéia. Quando subiu ao palco, antes mesmo de abrir seu show com a linda Bossa, gritos já ecoavam. Além de sucessos como Mil Razões e Cataflor, rolaram covers que ficaram até mais conhecidos na voz do cantor do que a execução original. Casos de My Girl (Temptations), Tempo Perdido (Legião Urbana), Bang (Anitta) e uma das mais belas versões dele, Dia Especial (Cidadão Quem). Encerrou com seu maior sucesso, Amei Te Ver, e se despediu dos espectadores, sempre charmoso e simplório, como sempre.

Banda: Karina Buhr, apesar de estar em foco agora, não é uma jovem cantora. Aos 42 anos vive a melhor época de sua carreira desde que nasceu em Salvador, Bahia e se consolidou no Recife, Pernambuco. Ano passado lançou seu terceiro álbum, Selvática, que conta com um time de peso na banda de apoio.
O Show: Assim que a primeira música acabou, Karina pegou uma folha de papel que estava nas mãos de uma das fãs e a ergueu para todos. "Fora Temer" era a inscrição e logo passou a ser um grito de guerra, imposto por fãs da cantora que conquistou um público enorme com suas letras de protesto, focadas no feminismo e na luta a favor dos direitos das mulheres. Dragão, música que lembra um mangbeat, abriu o show, mas não era em nada um prelúdio da apresentação. Com Edgard Scandurra nas guitarras (que eram executadas na turnê até então por Fernando Catatau e os dois participaram da gravação de Selvática), o show foi tendo um peso gradual e intenso. A performática cantora se definhava e gritava em músicas como Esôfago, Eu Sou Um Monstro e Pic Nic, todas com letras claras de protesto. Ao final, gritava frases de apoio as feministas e a todas as mulheres, de forma emocionada e inconformada. Um dos grandes shows não só desta noite, como de todo final de semana.

Cantor: José Tiago Sabino Pereira, ou só Projota. Um dos 3 terrores do novo rap nacional, ao lado de Rashid e Emicida. Emplacou vários singles nas paradas radiofônicas mas tem apenas um álbum de estúdio, o Foco Força e Fé, de 2014. Aos 30 anos se consolida como um dos maiores rappers da atualidade.
O Show: Um DJ e o Projota. O palco estava vazio, mas a praça estava muito, mas muito cheia! Crianças, velhos, casais, famílias, nem eu sabia que Projota tinha tantos fãs! Como apenas com o DJ as músicas acabaram sem algum 'atrativo' além do próprio Projota, todas músicas foram encurtadas e em vários momentos ele abria diálogos com a galera. Em um momento emocionante, fez uma série de rimas sem acompanhamento algum, falando da sua trajetória, das parcerias e do momento que estava vivendo. Não acompanho muito sua carreira, então não sei se é algo corriqueiro em seus shows, mas muitas destas rimas pareciam improviso. Também mostrou preocupação a não continuar seu show enquanto uma pessoa que estava passando mal não fosse retirada em segurança e ainda deu bronca na organização do evento que demorou a prestar atendimento. Sobre o repertório, só sucessos! Todos refrões eram entoados por todas aquelas pessoas. Entre as mais cantadas estavam Rezadeira, Ela Só Quer Paz, Pra Não Dizer Que Não Falei Do Ódio, Enquanto Você Dormia, a emocionante O Homem Que Não Tinha Nada e encerrou o show com seu maior hit, Mulher. Com um rap mais 'acessível' e menos 'pesado', foi fácil conquistar a todos. Ficou devendo um pouco no final do show, em que tentou fazer o vocalize, que em nada denegriu a apresentação. Bauru viveu uma noite histórica!

CultClubCinema #2 - Alice Através do Espelho

Disney e sua mania de fazer sequências focadas nos, até então, coadjuvantes


Ontem estreou nos cinemas brasileiros a sequência de uma das adaptações live action de maior sucesso dos estúdios Disney. Mesmo sem a mesma intensidade do antecessor, ainda consegue nos prender e nos emocionar.

O filme começa no final da jornada de Alice nos sete mares (uma cena que nos tira o fôlego, devo acrescentar) e retornando pra sua tão amada Londres, seguindo os passo de seu falecido pai. Ao chegar, encontra sua mãe já abatida por estar só, vivendo em uma sociedade machista, com problemas financeiros e a uma assinatura de trocar o barco Maravilha, unica herança de seu pai, pela casa que até então moravam. O novo rei e ex pretendente de Alice no filme anterior faz de tudo para que as coisas ocorram da pior forma e, em uma dessas discussões, guiada por Absolem, Alice encontra um espelho que a leva de volta ao país das maravilhas. Lá, encontra o Chapeleiro em situação deplorável e a ponto de partir, pois em uma de suas aventuras encontrou pistas que supostamente comprovam que sua família ainda estaria viva. Sem acreditar nisso e vendo seu amigo cada vez mais distante da vida, vai ao castelo do Tempo para usar a Cronoesfera, dispositivo que faz o tempo continuar seguindo seu curso normalmente. O problema é que, ao conseguir tal feito, Alice descobre que o passado não pode ser alterado e, sem a Cronoesfera, agora até o presente e o futuro correm perigo.

A dobradinha Burton e Depp volta a render bons filmes. Mesmo com a pressão e ser sequência, a história foi mantida e alguns pontos soltos no filme anterior foram amarrados de forma genial. O único problema é, realmente a pressão por ser uma sequência de um filme que rendeu tantos bons frutos e, infelizmente, não conseguir o superar. Faltou um pouco de 'ação' propriamente dita, mesmo este não sendo o foco principal do conto de Lewiss Carroll, muito menos da animação da Disney. Mas já que, no primeiro filme, tivemos até uma batalha final em clima épico, este já está mais voltado ao sentimento, especificamente aos laços familiares, nos deixando aliás, uma linda lição ao final, como todo bom filme 'infantil'.

Não preciso falar que Depp, mais uma vez, surpreende. Mesmo com toda maquiagem exuberante, sem suas expressões singulares, seria só mais um papel (Infelizmente, pouco depois da estreia, a ex esposa de Depp o denunciou por agressão... O que lhe sobrou em talento, faltou em plenitude). Os outros personagens 'reais' não estavam em seu auge, infelizmente. Hathaway estava beirando a 'sem gracisse' como Rainha Branca, que já era bem mediana no filme anterior. O Tempo foi, de certa forma, um alívio cômico bem composto somado ao talento de Sacha Baron Cohen.
Ao final dos créditos, uma simples e singela homenagem a Alan Rickman, o eterno professor Snape, que fez a voz da exótica 'ex lagarta' Absolem, que por conta do fato acabou encurtando sua passagem pelo longa.

Nota: 6,5



Elenco:
Mia Wasikowska - Alice Kingsleigh
Johnny Depp - Tarrant Hightopp, o Chapeleiro Maluco
Helena Bonham Carter - Iracebeth de Crims, a Rainha Vermelha
Anne Hathaway - Mirana de Marmoreal, a Rainha Branca
Sacha Baron Cohen - Tempo
Rhys Ifans - Zanik Hightopp, pai do Chapeleiro Maluco
Matt Lucas - Tweedledum e Tweedledee
Ed Speleers - James Harcourt
Stephen Fry - Gato de Cheshire
Toby Jones - Wilkins, servo do Tempo
Alan Rickman - Absolem, a Lagarta azul
Michael Sheen - Nivens McTwisp, o Coelho Branco
Timothy Spall - Bayard, o Bloodhound
Paul Whitehouse - Thackery Earwicket, a Lebre de Março
Barbara Windsor - Mallymkun, a Dormouse

CultClubShow #2 - Alceu Valença

Alceu Valença na Virada Cultural 2016 em Araçatuba, São Paulo

Alceu fechou a programação da Virada Cultural em Araçatuba

Cantor: Alceu Valença, pernambucano, 70 anos de idade, dos quais quase 50 são de carreira. 25 álbuns de estúdio, mais de 10 álbuns ao vivo. Um dos percussores da mistura entre ritmos nordestinos com rock e reggae. Parceiro de composição de Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Zé Ramalho. Um verdadeiro mito!

Local: Avenida dos Araças, atrás do terminal rodoviário, Araçatuba/SP
Lugar aberto, como a Virada Cultural sempre proporciona. O que nos deixou sujeitos ao frio e a chuva que em nada incomodaram.

O Show:
Alguns minutinhos de atraso, berimbau, rock, forró, diálogos engraçadíssimos, fogos de artifício e um 'bis' que quase foi uma segunda parte do show. Assim acabou a Virada Cultural 2016 em Araçatuba, com Alceu Valença impondo seu forró progressivo pros poucos sortudos que enfrentaram a chuva e foram presenteados com um show, no mínimo, ímpar!

A Virada Cultural, como muitos de vocês devem saber, acontece todo ano em algumas cidades do estado de São Paulo. A maior de todas, obviamente, é na capital, onde além de grandiosos shows, rolam espetáculos teatrais, exposições, intervenções e tudo mais que se enquadre no termo 'cultura'. Nas cidades menores e mais afastadas, o foco é maior nas apresentações musicais, a exemplo da própria Araçatuba. São dois dias, geralmente sábado e domingo. Em cada dia, de 3 a 5 apresentações e um 'head line'. Sábado o ultimo show ficou por conta de Maria Gadú, grande nome da nova MPB. Domingo, sem tanto apelo popular e com um tempo de chuva pintando o céu, tivemos o espontâneo, egocêntrico, engraçado e performático Alceu Valença. Um dos piorneiros da música nordestina, do forró experimental e do maracatu estava lá, no ápice de seus quase 70 anos, nos mostrando um show completo, complexo e DE GRAÇA!

Com uma formação completamente rock n roll em sua banda, que consistia em guitarra, baixo, bateria e teclado, os arranjos que antes remetiam ao mais puro pé de serra tiveram um pé no rock psicodélico dos anos 70. A abertura do show, que começou com 20 minutos de um atraso completamente perdoável, veio com Embolada do Tempo em um arranjo extraordinário que ele já vinha praticando em seus shows anteriores. Dai pra frente, um sucesso atrás do outro, passando por Como Dois Animais e Taxi Lunar, que ficou famosa na voz de Geraldo Azevedo. Depois de gritar "é pra mim!" para os fogos de artifício e de, com todo charme do sotaque nordestino, dizer "Meu show pode não ser o melhor de todos, e certamente não é. Eu posso não ser o melhor cantor, e certamente não sou, mais eu sou eu e ninguém vai me copiar", e ainda terminar dizendo que a música brasileira estava horrível, saiu do palco pouco depois de terminarem uma linda e longa versão de Anunciação. Pra poucos minutos depois, voltar dando risada dizendo que estava escondido apenas esperando o chamado do povo. Fechou com seus maiores sucessos, La Belle de Jour e Morena Tropicana, interagindo uma espécie de trava língua com a galera e acelerando o andamento no final. Alceu deixa o palco ovacionado depois de um show fantástico, como a muito não se via por aqui. Desde a altura e regulagem do som até a chuva que parece só ter vindo pra assistir ao show, tudo deu muito certo e fechou mais um evento cultural com chave de ouro!

CultClubCinema #1 - X-Men - Apocalipse

Não deixa de ser o melhor filme da saga, mas não deixa de deixar a desejar, também


É muito difícil tentar avaliar tão minunciosamente uma saga que teve tantos problemas temporais quanto esta, criada de forma arrebatadora pela Fox, e que foi se perdendo ao longo do tempo. Não custa tentar, né?

ALERTA: SPOILER SUTIL

O filme se passa na década de 80, após os acontecimentos de Dias de um Futuro Esquecido, onde rolou a criação dos Sentinelas e toda aquela doidera que fez Magneto mover APENAS um estádio de futebol inteiro e ameaçar o presidente em rede nacional. Mistica, por tomar a decisão correta naquele momento em que tinha tudo pra exterminar de vez os amedrontadores, mas sujar de sangue o nome (já sujo) que os mutantes tinham, se torna uma heroína, reverenciada por mutantes jovens de todo o globo. Erik Lehnsherr se disfarça em um pequeno vilarejo, longe de tudo, onde tem sua família e seu emprego (é metalúrgico, acreditem se quiser).

Charles e Hank seguem com a Escola Xavier para Jovens Super Dotados, que parecia um ambiente tranquilo até descobrirem uma estranha força mutante que causou um terremoto em todo mundo. Tremor esse em que no epicentro estava Moira MacTargget, antigo e mais forte caso amoroso do Professor X. Como se não bastasse, Mistica volta a mansão acompanhada de um demônio azul que se teletransporta e terão a matrícula de um jovem problemático que destrói tudo o que vê quando simplesmente abre os olhos. Que péssima semana para ser Charles Xavier!

E como se isso já não fosse o suficiente, o tal tremor foi a reação da Terra ao sentir novamente os passos do primeiro mutante que existiu: Apocalipse, que viveu antes de Cristo e de qualquer outra civilização. Com poderes além do imaginável, fruto de séculos do resultado de uma descoberta alienígena que o permite trocar de corpo com quem bem entender, tendo além de jovialidade sempre intacta, poderes colhidos de cada corpo trocado. Desperto de seu sono profundo e indignado com o rumo que planeta tomou, vai atrás de seus quatro cavaleiros e tenta destruir o planeta, para reabitá-lo apenas com quem conseguir sobreviver (que original, heim?).

Os tão jovens alunos acabam entrando em uma grande furada: Sua primeira missão será derrotar o mutante mais forte, completo e perverso que já existiu. Além disso, precisam convencer um 'velho amigo' desesperançoso e desolado por perdas recentes, a ajudar nesse momento, que será o mais próximo do fim do mundo que eles viverão.

Depois dessa tentativa de resumo que parecia animadora, as considerações, infelizmente, não são das melhores. Dentre os 'des destaques' posso numerar alguns vários. Onde acertaram em adaptação as HQ's erraram em clichês exacerbados e falhas de adaptação. Por exemplo: Em tal momento onde o grupo de mutantes se encontrava numa sala que anulava seus poderes, a Mistica ainda estava super linda com seu visual ao melhor estilo Jennifer Lawrence, onde ficou claro a economia de cenas 'azuis' com a atriz, que pouco alterou sua aparência ao longo da história. Quanto ao vilão, Oscar Isaac estava irreconhecível, mas eu não sei a que ponto isso é bom ou ruim. A maquiagem não parecia tão natural quanto deveria ser para um mutante azul com milhares de anos. Mas sua atuação salva este mal detalhe que também se ofusca quando comparado a sua própria roupa, que eu achei muito bem desenvolvida. O excesso de tentativas de tornar Noturno o alívio cômico foram por água abaixo, que apesar de bem caracterizado, não tem graça nenhuma. O elenco jovem, aliás, se saiu bem, e só. Ao menos Ciclope pareceu ser um pouco menos bundão que o da trilogia anterior e Jean Grey, como sempre muito poderosa, caiu bem na caracterização de Sophie Turner.
Os bons destaques não foram surpresa e ficam onde 'experiência cinematográfica' não é um problema. James McAvoy e Michael Fassbender são, simplesmente fantásticos em seus papéis! Na verdade, é impressionante a maneira como eles conseguiram trazer pra seu tempo a forma que Magneto e Charles eram quando interpretados por Patrick Stewart e Ian McKellen. E ainda puxo um pouco mais o lado de Fassbender pois ele consegue ser inexpressivo nos momentos corretos. Absurdamente demais!
Foi triste ver como Jubileu foi tratada. As imagens dela no trailer pintavam algo em que, ao menos, nos fizessem ver ela usando seus poderes. Caso semelhante ao de Psylocke, que fiel aos quadrinhos, não teve tempo de mostrar a que veio, mas quando mostrou, foi excepcional. Isso não foi repetido nos outros dois Cavaleiros do Apocalipse, que mal se desenvolveram. Quem se destaca cada vez mais é o jovem Mercúrio, que com mais uma cena epicamente engraçada e seu vínculo com Erik cada vez mais desenvolvido, se torna uma das grandes peças pra um futuro que esperamos ansiosamente.
Pra fechar, a aparição de Logan acaba tendo mais cara de cameo do que outra coisa. Serve, sim, para fechar alguns pontos sem nó deixados nos outros filmes, mas parece mesmo que só o colocaram pra tornar Hugh Jackman como o único ator que aparece em todos os filmes da saga. Ao menos tivemos uma amostra de como será a terceira parte da trilogia solo do Carcaju, que será +18.

Em súmula, não é nem metade do que esperávamos. Mas levando em consideração que estamos falando da Fox e da saga X-Men, que eles tanto economizam, poderia ser pior.
Bons efeitos especiais, ruim andamento. Bom filme, ao fim de tudo. Conseguiram o que todos mais temiam: Fechar a linha do tempo de forma convincente.

Nota: 6,5

Ps: Uma cena pós credito! Tenham paciência, pois é no final de toooooodo crédito mesmo!



Elenco
James McAvoy - Charles Xavier
Michael Fassbender - Magneto
O que de melhor a Fox tem em seu elenco
Jeniffer Lawrence - Mistica
Oscar Issac - Apocalipse
Nicolas Hout - Fera
Evan Peters - Mercúrio
Sophie Turner - Jean Grey
Tye Sheridan - Scott Summers
Kodi Smit-McPhee - Noturno
Olivia Munn - Psylocke
Alexandra Shipp - Tempestade
Ben Hardy - Anjo
Rose Byrne - Moira MacTaggert
Lucas Till - Alex Summers
Tomas Lemarquis - Caliban

CultClubShow #1 - The Winery Dogs e S.O.T.O

The Winery Dogs e S.O.T.O em São Paulo, no Tropical Butantã

Créditos na foto


Bandas:
S.O.T.O
O lendário vocalista Jeff Scott Soto, que já deleitou sua voz em varias bandas com músicos consagrados, monta um eclético time e cria mais um projeto. S.O.T.O tem boas canções próprias, que flertam com o eletrônico sem perder o peso, além de clássicos da carreira que não podem faltar ao repertório.

The Winery Dogs
Super grupo formado por Mike Portnoy (ex Dream Theater), Billy Sheehan (ex Mr. Big) e Richie Kotzen (ex Mr. Big e famoso por sua carreira solo). A banda tem dois CD's: um homônimo e Hot Streak, lançado em 2015. Seguem um estilo refinado, em uma linha tênue entre o hard rock, o progressivo e o rock setentista.

Local:
Tropical Butantã
Av. Valdemar Ferreira, 93 - Butantã/SP
Bem próximo ao metrô, fácil localização. Os problemas foram internos, mesmo. Atraso na abertura dos portões, bebidas caras e sistema de compra arcaico. Além da grade recorrente de show ser voltada para a música popular, a exemplo das apresentações que viriam na semana, como Calcinha Preta e Pancaxote (?)

O Show:
Depois da problemática fila de espera, pude ficar na grade e desfrutar calmamente de todas as imagens do palco. A abertura foi pontual, e por volta de 20 horas, Jeff Scott Soto estava no palco. Preciso confessar que não me atento muito ao trabalho dele, mas o pouco que eu conhecia foi executado. Caso você não saiba, Jeff Scott Soto foi o vocal de Izzy Coles, personagem vivido por Mark Wahlberg no clássico filme Rockstar, de 2001. Na verdade, esse era o grande fator para nós, público, entendermos quem era o líder do S.O.T.O. As músicas autorais do projeto não eram nada conhecidas, algumas poucas eram cantadas, além das clássicas. Mas não era ruim! Pelo contrário, pesadas e cheias de flertes pontuais com batidas eletrônicas esporádicas. Um momento meio 'banda de casamento' foi quando rolou uma espécie de pout pourri, que começou com Michael Jackson, passou por Queen e terminou com Journey. Pra encerrar, Jeff engatou a mais famosa música do Steel Dragon, banda do filme Rockstar, desceu na galera e encerrou uma abertura de literal peso!

O palco era montado pra grande atração da noite. A agora monstruosa bateria de Mike Portnoy fazia um volume enorme atrás do pano preto que á escondia. Poucos minutos antes, a grande bandeira da banda descia ao fundo e novamente pontual, o power trio sobe ao palco, levando todos ao delírio. Barulho, solos e Oblivion, primeiro hit do Hot Streak, segundo CD da banda, abriram as atividades. Uma das melhores músicas do disco não poderia ser executada de forma diferente que 'magistral'. Mas, apesar disso, Kotzen parecia estar perdido. Os solos pareciam não encaixar e, talvez por problemas técnicos, não tenha cantado todas as frases. Captain Love, segunda música do disco e do show, ainda assim estava meio capengando (talvez por não ser uma das minhas preferidas, também), mas em We Are One, primeira música do show que fez parte do primeiro CD da banda, as coisas começaram a mudar. Mas ainda de forma bem gradativa. Durante a funkeada Hot Streak e a pesada How Long, ele voltou! Os solos já estavam mais longos, quentes, e a performance de Kotzen voltou a ser aquela coisa entre o despojado e o empolgado. Sheehan e Portnoy iam fazendo a cozinha que já estavam acostumados desde a ultima vinda a São Paulo. Depois que os 3 estavam, enfim, em sintonias parecidas, veio Time Machine e Empire. Duas pedradas que empolgaram até o mais apático fã. Uma surpresa no set list, comparado aos shows anteriores, foi You Can't Save Me, música da carreira solo de Richie, que ele já havia feito em novembro de 2013 acompanhado apenas de um violão e não havia repetido mais este feito. A galera, chocada, cantou junto. Ainda em formato acústico, tocou a romântica Fire. Entre um solo de bateria em que, insano, Mike Portnoy
saiu batucando no palco inteiro (inteiro mesmo!) e um incrível solo de baixo de Sheehan de quase 10 minutos, a música que encerrou a primeira parte do show foi o grande primeiro sucesso da banda, Elevate. Depois do inevitavel pedido de retorno, voltaram com a que foi a melhor música da noite, ao meu ver: Regret. Quando Richie sai do piano e entra com a guitarra na parte final, parece que a música, até então melancólica, recebe cor. Cantando como eu nunca havia visto, nem em registros, esse blues que era uma das mais apáticas músicas do primeiro CD se tornou um trunfo para fazer deste show uma das coisas mais fantásticas já vistas por todos ali presentes. Desire fechou com chave de ouro, com um dueto de cordas enorme e com direito a um giro incrível da guitarra no próprio corpo de Kotzen! Incrível, simplesmente incrível! Richie cantando como nunca, Sheehan tocando como sempre e Portnoy batendo nos pratos com o banco da bateria. Foi assim que uma das noites mais insanas deste ano acabou. Com mais um show sensacional desta banda que, se não tiver o mesmo fim que todos os supergrupos que aparecem por ai, ainda vai nos surpreender muito!