Bandas:
S.O.T.O
O lendário vocalista Jeff Scott Soto, que já deleitou sua voz em varias bandas com músicos consagrados, monta um eclético time e cria mais um projeto. S.O.T.O tem boas canções próprias, que flertam com o eletrônico sem perder o peso, além de clássicos da carreira que não podem faltar ao repertório.
The Winery Dogs
Super grupo formado por Mike Portnoy (ex Dream Theater), Billy Sheehan (ex Mr. Big) e Richie Kotzen (ex Mr. Big e famoso por sua carreira solo). A banda tem dois CD's: um homônimo e Hot Streak, lançado em 2015. Seguem um estilo refinado, em uma linha tênue entre o hard rock, o progressivo e o rock setentista.
Local:
Tropical Butantã
Av. Valdemar Ferreira, 93 - Butantã/SP
Bem próximo ao metrô, fácil localização. Os problemas foram internos, mesmo. Atraso na abertura dos portões, bebidas caras e sistema de compra arcaico. Além da grade recorrente de show ser voltada para a música popular, a exemplo das apresentações que viriam na semana, como Calcinha Preta e Pancaxote (?)
O Show:
Depois da problemática fila de espera, pude ficar na grade e desfrutar calmamente de todas as imagens do palco. A abertura foi pontual, e por volta de 20 horas, Jeff Scott Soto estava no palco. Preciso confessar que não me atento muito ao trabalho dele, mas o pouco que eu conhecia foi executado. Caso você não saiba, Jeff Scott Soto foi o vocal de Izzy Coles, personagem vivido por Mark Wahlberg no clássico filme Rockstar, de 2001. Na verdade, esse era o grande fator para nós, público, entendermos quem era o líder do S.O.T.O. As músicas autorais do projeto não eram nada conhecidas, algumas poucas eram cantadas, além das clássicas. Mas não era ruim! Pelo contrário, pesadas e cheias de flertes pontuais com batidas eletrônicas esporádicas. Um momento meio 'banda de casamento' foi quando rolou uma espécie de pout pourri, que começou com Michael Jackson, passou por Queen e terminou com Journey. Pra encerrar, Jeff engatou a mais famosa música do Steel Dragon, banda do filme Rockstar, desceu na galera e encerrou uma abertura de literal peso!
O palco era montado pra grande atração da noite. A agora monstruosa bateria de Mike Portnoy fazia um volume enorme atrás do pano preto que á escondia. Poucos minutos antes, a grande bandeira da banda descia ao fundo e novamente pontual, o power trio sobe ao palco, levando todos ao delírio. Barulho, solos e Oblivion, primeiro hit do Hot Streak, segundo CD da banda, abriram as atividades. Uma das melhores músicas do disco não poderia ser executada de forma diferente que 'magistral'. Mas, apesar disso, Kotzen parecia estar perdido. Os solos pareciam não encaixar e, talvez por problemas técnicos, não tenha cantado todas as frases. Captain Love, segunda música do disco e do show, ainda assim estava meio capengando (talvez por não ser uma das minhas preferidas, também), mas em We Are One, primeira música do show que fez parte do primeiro CD da banda, as coisas começaram a mudar. Mas ainda de forma bem gradativa. Durante a funkeada Hot Streak e a pesada How Long, ele voltou! Os solos já estavam mais longos, quentes, e a performance de Kotzen voltou a ser aquela coisa entre o despojado e o empolgado. Sheehan e Portnoy iam fazendo a cozinha que já estavam acostumados desde a ultima vinda a São Paulo. Depois que os 3 estavam, enfim, em sintonias parecidas, veio Time Machine e Empire. Duas pedradas que empolgaram até o mais apático fã. Uma surpresa no set list, comparado aos shows anteriores, foi You Can't Save Me, música da carreira solo de Richie, que ele já havia feito em novembro de 2013 acompanhado apenas de um violão e não havia repetido mais este feito. A galera, chocada, cantou junto. Ainda em formato acústico, tocou a romântica Fire. Entre um solo de bateria em que, insano, Mike Portnoy

