CultClubCinema #8 - As Caça Fantasmas

Engraçado, embasado, respeitoso e feminista - As Caça Fantasmas chegaram! 


Quatro mulheres desempregadas, inteligentes e determinadas. A gordinha em que ninguém acredita, a loira com comportamento afetado, a negra que só quer achar seu lugar e a ruiva que sofreu bullyng na escola. Quatro personagens que mostram o quanto um filme com cara de 'pastelão' pode ter um cunho social - o Girl Power!

Começando, temos uma introdução breve sobre a triste e conturbada história de Erin Gilbert, uma professora que luta por uma cadeira mais alta na universidade que lesiona. Ao descobrir que está a venda um livro que escreveu com sua amiga Abby, que fala sobre fantasmas e fenômenos paranormais, ela vai atrás da moça pra tirar satisfação. Lá, ela conhece Jillian, a amiga louca de Abby, e nota que além de ela ter colocado os livros insanos a venda, está criando equipamentos para fazer contato com os tais fantasmas. Ao receberem um chamado em meio a discussão, vão as três ao local e fazem seu primeiro contato com um ser fantasmagórico. Acontece que o vídeo em que tudo isso aconteceu caiu na net e virou motivo de chacota, fazendo Erin, Abby e Jullian perderem seus empregos. Sem muitos caminhos a seguir, as três fundam uma empresa para deter as aparições que agora já são recorrentes. Além de contratar um lindo e idiota recepcionista chamado Kevin, elas acabam recrutando uma das vitimas de um caso, a engraçada e escandalosa Patty. Quando descobrem o que está fazendo os fantasmas aparecerem tanto, a aventura enfim começa.

Tá ok, tá ok, não é o melhor filme de todos. E na verdade, tem alguns momentos bem forçados. Mas se tratando de releitura, um clássico não pode deixar de ser um clássico, mesmo em 2016. E se alguém se lembra dos antigos Caça Fantasmas, vai ter gratas surpresas: boa parte do elenco faz aparições no filme - ora sendo eles mesmos em outras funções, ora sendo personagens avulsos. Além de um dos mais interessantes cameos, Ozzy Osbourne, que de ligação com as saga tem só mesmo o fato de comer morcegos as vezes.

A forma como os papéis acabaram se invertendo muito foi uma das grandes sacadas de Feige, que acabou com o clichê da secretária gostosa e pois um homem mais tolo que uma porta para ser o alívio cômico dentro das já cômicas personagem principais. Kevin é muito bem interpretado pelo nosso eterno Thor, Chris Hemsworth. Seu papel como Deus do Trovão ainda rende uma piada em sua primeira aparição.
O filme quebra alguns dos maiores paradigmas quando falamos de garotas: A desunião entre as mesmas, ou a dificuldade de conseguir um emprego diferente dos que são costumes, e até mesmo de sexualidade, já que em momento nenhum é revelada a opção sexual de cada uma (mesmo com a quedinha de Erin por Kevin).

De efeitos especiais chocantes e 3D muito bem aplicado a elenco engraçado e trilha sonora de arrepiar, está ai um filme que, diferente da moda, não é uma sequência de outros filmes de décadas passadas, e sim uma releitura, que vale cada centavo gasto.

Escute a versão EXCELENTE que Fall Out Boy e Missy Elliot fizeram dá clássica música 'Ghostbusters' aqui!



Nota: 7

Elenco:
Melissa McCarthy - Abby Yates
Kristen Wiig - Erin Gilbert
Kate McKinnon - Jillian Holtzmann
Leslie Jones - Patty Tolan
Chris Hemsworth - Kevin Beckman

CultClubCinema #7 - Independence Day, O Ressurgimento

A Sessão da Tarde ganha mais uma atração para um futuro não tão distante


Naves, aviões, humanos, aliens, destruição: De diferente, só os efeitos especiais. Mesmo empolgante, o filme peca em quase todos os pontos. Desde o elenco, que reveza entre reciclados da versão anterior e apostas erradas, ao roteiro, que parece um apanhado do que de melhor aconteceu no Cinema em Casa, do SBT.

Na trama, a Terra esta tremendamente adaptada pós ataques de 1996. A tecnologia alienígena agora está sendo usada a favor dos humanos, e uma gravação serve pra deixar tudo isso bem claro. Logo temos uma 'pseudo cena de ação' que é um prelúdio do quão sem emoção o resto do filme pode ser. 
Jake é um piloto rebelde que trabalha em uma base na Lua e Charlie é seu melhor amigo bobão e companheiro de serviço. O grandalhão Jake é casado com a filha do ex presidente e veterano Thomas Whitmore, a bela Patricia. Juntamente com o hoje Capitão Dylan, fizeram parte de uma espécie de treinamento aéreo em que um acidente (banal, vale lembrar) comprometeu a relação entre os dois rapazes, que não se falavam desde então. Bem, não mais que de repente uma nave espacial decide fazer contato exatos 20 anos depois, e mesmo contra a vontade do cientista David Levinson, a presidente Elizabeth Lanford ordena abertura de fogo. Após a destruição da nave, uma outra BEM MAIOR chega, e é descoberto que aquela primeira nave viria informar e ajudar na batalha contra esses caçadores de planetas, que estão bem mais aprimorados física e intelectualmente. Depois de uma destruição em massa tremenda, todo o exército é mobilizado em um ataque central, que após falhar, torna a Terra uma verdadeira zona de guerra.

Lendo assim até parece legal, né? Mas não se engane: é mais um Blockbuster pras massas. De qualquer forma, atinge o que procura. Só não sei se conseguirá recuperar os investimentos, já que se tem uma qualidade a ser salientada aqui, são os efeitos especiais. Entretanto, o resto é deplorável, e não estou pegando pesado. As atuações beiram o amadorismo, desde a tentativa extremamente falha de tornar Charlie um alívio cômico a 'trindade' que deveria ser o epicentro e que consegue nada mais do que atrapalhar o envolvimento dos veteranos com o filme. Liam Hemsworth, Jessie Usher e Maika Monroe parecem inexperientes, mesmo com o primeiro tendo papel de destaque (e bem morno também) na saga Jogos Vorazes. Cito aqui os jovens, mas mesmo os veteranos flertaram com o descompromisso. Nesse caso, prefiro culpar o roteiro, que tornou o personagem de Bill Pullman uma espécie de ser intocável majestoso, que além do seu fator histórico falar alto por ter liderado o país na primeira guerra alienígena, ainda o colocaram na sequência como um anunciante do futuro, que entra em luta corpo a corpo com um extraterrestre três vezes maior, sobrevive, pilota a nave que ditará o destino de todo universo e ainda tem tempo para fazer um discurso motivacional forçado.
Sim, amigos. O filme é ruim, e apenas isso.



Nota: 4

Elenco
Liam Hemsworth - Tenente Jake Morrison
Jeff Goldblum - David Levinson
Bill Pullman - Thomas J . Whitmore
Jessie Usher - Capitão Dylan Dubrow-Hiller
Maika Monroe - Patricia Whitmore
Sela Ward - Presidente Elizabeth Lanford
Travis Tope - Charlie
Judd Hirsch - Julius Levinson
Robert Loggia - General William Grey
Vivica A. Fox - Jasmine Dubrow-Hiller
Brent Spiner - Dr. Brakish Okun
Angelababy - Tenente Rain Lao
Charlotte Gainsbourg - Dra. Catherine Marceaux
William Fichtner - Joshua Adams
Chin Han - Jing Lao
Nicolas Wright - Floyd Rosenberg
DeObia Oparei - Dikembe Ubuntu
Gbenga Akinnagbe - Agente Travis
Joey King - Sam
Jenna Purdy - voz de Esfera

CultClubMúsica #3 - Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui, Hateen


Hardcore, emocore, punk... Quantos rótulos o Hateen já recebeu ao longo desses mais de 20 anos de carreira? Inúmeros! Mas apesar dos caras terem amadurecido muito desde a primeira formação, a fórmula acaba sendo a mesma desde sempre: letra e peso. E muito bem dosado, vale lembrar, já que seus grandes sucessos revezam entre baladas e pedais duplos.

Esse ano os caras lançaram mais uma prova de que a estrada e as vivências que ela proporciona são uma das matérias primas mais valiosas para uma composição, incluindo letra e melodia. Vale também lembrar que desde a primeira formação, apenas Koala sobrou. Não a toa, já que é o principal compositor do grupo. Mas essas mudanças foram providenciais para o corpo que o grupo alcança hoje. E se existe um trabalho que pode comprovar o quão coesa a banda está, ele é Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui, lançado no fim do primeiro semestre de 2016.
Cada canção é uma surpresa, incluindo a que abre o CD, a faixa título. O riff destruidor de guitarra lembra muito Bad Religion, e apesar das distorções, não a tomem como primeira impressão: O disco ainda tem lindas baladas e músicas mais pesadas que essa. As próximas são a prova de que o disco nos dá picos de sensação, já que 'Coração de Plástico' é um pouco mais suave e conta com mais uma das famosas letras que falam de relacionamento e que fazem toda pessoa que um dia amou prontamente se identificar com a mensagem. Acontece que do nada vem a mais pesada e minha música preferida, a 'Perdendo o Controle'. Sendo a mais pesada, não poderia contar com participação especial melhor: Rodrigo, dos pioneiros Dead Fish. Ela parece falar de depressão ou de alguma doença psicológica do tipo, e a fusão entre melodia pesada e letra forte faz dela uma das melhores (se não for a melhor) música do CD. Tem uma das mais belas frases do disco, "as maiores mentiras que contei foram aquelas em que eu mesmo acreditei".

Agora temos uma sequência de pseudo-baladas. 'Sempre' é uma das mais lindas e tem melodia que me remeteu algumas coisas do Foo Fighters. A voz feminina e potente de Dani Vellocet, nova cantora que você provavelmente vai ouvir falar logo mais, é o toque especial de 'Passa o Tempo'. O dueto fez a letra que claramente fala de término ficar ainda mais evidente. A '12 Passos' já tem uma pegada mais social, falando talvez de algum dependente de drogas. Faz sentido se esse for o tema, já que o nome da canção deve estar fazendo analogia aos 12 passos recomendados para pacientes do AA. Ela é com certeza, a mais 'mórbida' das músicas, não a toa fala de algo tão importante.

Essa esta empatada com a 'Perdendo o Controle' no meu Top deste disco: a tão pesada quanto 'Um Homem Que Não Tem Pra Onde Ir'. De longe, a letra que tem as melhores frases de impacto, dentre elas, "eu não sei mais viver em vão" e "cada vez que errar sei que estou no rumo certo". Fala muito de se superar em cada momento de desespero e sem dúvida, merece um repeat.
As próximas parecem um bom flashback do Procedimentos de Emergência. É um compilado de melodias simpáticas e letras tocantes, como a de 'Perfeitamente Imperfeito', que tem até uma linha de violão bem marcante que também da as caras na ultima e tocante música do álbum, 'Despedida (Com Dó Menor)'.

Fazia tempo que uma banda nacional não me fazia querer ouvir mais de uma vez todas as faixas de um disco. E apesar de eu tornar pública minha preferência pelas músicas mais pesadas, não tenha uma das balada que eu tenha pulado (e eu me sinto muito estranho falando de 'baladas', já que mesmo sem o mesmo peso das outras, não quer dizer que não sejam pesadas também, mas enfim). Acontece que o CD não é só magistral por conta do inegável talento de Koala pra fazer letras que peguem no coração, e sim pelo novo e entrosado time que o Hateen conquistou de uns anos pra cá. Apesar de já conhecermos o trabalho do baixista Leon e do guitarrista Sonrisal até aqui, a oficialização de Thiago Carvalho nas baterias deu uma revigorada notável. As baterias estão muito mais 'refrescantes' e os arranjos muito menos enferrujados.
O underground respira, e o Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui é uma luz do fim do túnel do rock clássico independente.



Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui, Hateen (2016)
1 - Não Vai Mais Ter Tristeza Aqui
2 - Coração de Plástico
3 - Perdendo o Controle (part. Rodrigo)
4 - Sempre
5 - Passa o Tempo (part. Dani Vellocet)
6 - 12 Passos
7 - Um Homem Que Não Tem Pra Onde Ir
8 - Um Novo Dia Sem Você
9 - Perfeitamente Imperfeito
10 - Nada a Perder
11 - Deixe a Cidade Toda Saber
12 - Despedida (em Dó Menor)

CultClubCinema #6 - Procurando Dory

Maldição do segundo filme? Desculpe, tenho perda de memória recente


Conhecemos a Disney e a Pixar e podemos aqui enumerar todos seus defeitos mais extravagantes. Entre eles, a ideia de que aproveitar um coadjuvante numa sequência é a coisa mais impactante da história do cinema. Deu (muito) errado em Carros, e isso nos deixou com os dois pés, braços, barbatanas e tentáculos pra trás quando saiu o anúncio de Procurando Dory, a sequência de um filme muito marcante pra crianças do mundo inteiro. Mas 11 anos passaram, muita coisa aconteceu e a tecnologia deu um salto tão grande quanto o oceano (estou demais nas analogias hoje, heim?).
O filme tem o mesmo 'esqueleto' que seu antecessor, e apesar da falta de originalidade do roteiro, novos personagens simpáticos e um final (forçado e) surpreendente fizeram deste filme que estava fadado a críticas como um forte concorrente a melhor animação do ano.

Uma emocionante, triste, mas linda introdução com base em flashbacks nos dá o inicio não só do filme, mas da trajetória de Dory desde sua infância, com seus pais. Essas memórias logo interligam os dois filmes e um ano depois da aventura vivida para encontrar Nemo, uma das memórias acaba se concretizando fortemente na cabeça da desmemoriada peixinha azul. A partir dai, a busca por seus pais começa, mesmo sem nenhuma pista concreta. Dory, Marlin e Nemo seguem viagem e tudo da muito errado, pra variar. Depois de uma perseguição, Dory é 'resgatada' e vai para um 'hospital' para peixes. Lá, conhece Hank, um polvo mal humorado e que quer ter uma vida boa e feliz longe daquele hospital e ir para um grande e confortável aquário, onde nada o atormentaria. Ele e Dory fazem um trato: ele, por ter mobilidade fora d'água, a levaria em busca de seus pais e em troca, Dory daria a ele a etiqueta que é o passaporte para o grande aquário de Cleveland. Enquanto isso, Nemo e Marlin, com ajuda de muitos animais malucos, entram em uma busca para achar Dory, que por sua vez, esta em uma busca para encontrar seus pais, que por sua vez... Enfim, tirem suas próprias conclusões e assistam mais esse grande achado da Disney e da Pixar!

É uma comédia de encher os olhos. Não a toa, já arrecadou milhões por todo mundo. Talvez pela curiosidade, talvez pela forte ligação que crianças e adultos tem pelo filme, ou só por terem a certeza de que um filme protagonizado por uma das personagens mais cativantes da história das animações não teria como não ser, no mínimo, engraçado. O resgate de personagens clássicos refresca a nossa memória, não que fosse necessário, já que um filme bom não sai da nossa cabeça assim tão fácil. Mas algumas introduções pontuais de personagens também são a cereja do bolo do longa, como a tubarão baleia Destiny, a beluga Bailey, os leões marinhos Fluke, Leme e Geraldo, e o próprio Hank, dublado BRILHANTEMENTE (em caixa alta pois merece) por Antonio Tabet, um dos idealizadores do projeto Porta dos Fundos. Pra quem não tem muita experiência em uma mídia como o cinema, Tabet está muito bem, já que esta 'duplamente' em cartaz essa semana. O filme Contrato Vitalício estreou no mesmo dia de Procurando Dory e nós já falamos sobre ele e você pode conferir aqui.
Antes do fim da resenha, acho que vale mencionar a brilhante trilha sonora e a forma como sacaram muito bem alguns aspectos não tão explorados no filme anterior (até pela falta de recursos da época), como quando a iluminação fica claramente escassa quando os peixes se encontram em águas profundas.


PS: Seja um bom espectador, assista a brilhante cena pós crédito e mate um pouco a saudade do filme anterior.

Nota: 7,5

A dublagem original americana conta com vários artistas. Entre eles, novidades como Diane Keaton, Eugene Levy e Ty Burrel, além dos já presentes na temporada anterior, como Ellen DeGeneres, Albert Brooks e Willem Dafoe (spoiler obscuro)

Dublagem Nacional
Dory - Maíra Goes
Marlin - Julio Chaves
Nemo - Rafael Merzadri
Hank - Antonio Tabet

CultClubCinema #5 - Contrato Vitalício

Muito mais 'pastelão' do que aparentava ser. Mas não da pra não rir.


Mesmo sendo um filme que não devíamos esperar tanto, era difícil conter a ansiedade. Os comediantes mais bem sucedidos do Brasil saíram das esquetes virtuais e foram para uma tela um pouco 'maior'. Apesar de engraçados naturalmente, a história é, no mínimo, insana. Não muito diferente dos atores que a dão vida, né?

Depois de ganharem a maior honraria cinematográfica em Cannes com o filme Oxigênio, o diretor Miguel e o ator Rodrigo aproveitam o que de melhor esse prêmio pode oferecer: festas! Entre drinks, strippers e conversas sem sentido, em uma verdadeira prova de amizade, Rodrigo assina de próprio punho um contrato vitalício, garantindo que seriam parceiros de trabalho por toda vida. No hotel, pela manhã, Rodrigo acorda sozinho. Não encontra Miguel de jeito nenhum e ele é tido como desaparecido desde então. Um pulo de 10 anos e, novamente em Cannes, dessa vez como jurado, Rodrigo se hospeda no mesmo hotel do fatídico dia. Acontece que, não mais que de repente, Miguel sai do mesmo banheiro que entrou a uma década. Rodrigo fica empolgado! Mas o que era comédia, se transforma em tragédia de uma cena pra outra. Miguel relata ter sido sequestrado por alienígenas do centro da Terra, e é sobre isso que seu próximo e tão esperado filme vai falar. A vida de Rodrigo tem uma decaída violenta depois disso, entre os fatores que o comprovam temos uma namorada blogueira insuportável, um empresário multi funcional, um repórter invasivo, um detetive violento, um elenco péssimo e seu melhor amigo atrapalhando mais do que ajudando. O desespero ainda é maior depois que Rodrigo se lembra do tal contrato, que o obriga a participar do pior filme da história do cinema.

Não da pra criticar muito os caras, eles são o Porta dos Fundos! Descolam piadas até de onde não parecia ter graça. Mas mesmo com este talento tão latente, o filme tem momentos forçados (não que todo filme de comédia não os tenha). Além do maluco roteiro, o elenco compensa muito bem. A maioria, caras conhecidas dos fãs do maior canal de Youtube do Brasil. Os personagens principais ditam o ritmo de tudo: Fabio Porchat não consegue se desligar dos seus vícios, que são engraçados, mas tornam seus personagens sempre um pouco Porchat demais. Já Gregório, mais versátil que seu sócio, consegue tornar seu personagem mais distante de seu próprio eu. Julia Rabelo faz um personagem aproveitado de um dos primeiros vídeos do canal, que é uma preparadora de elenco que usa métodos um pouco 'radicais' pra treinar seus atores. Seu parceiro, Marcos Veras, também é bastante engraçado como repórter da Ti-Ti-Ti. A nova leva de atores do Porta dos Fundos também tem destaque, como Thati Lopes, que faz a namorada excêntrica e Rafael Portugal, vindo do Parafernalha, que faz o pobre coitado ator que será preparado pela personagem de Julia.

Em súmula, o filme é bem engraçado, mas poderia ser mais. O roteiro é até bom, mas poderia ser mais. Tudo é bem 'bom', mas tinha como ser bem melhor. E não foi preguiça, já que a divulgação foi massante e os caras pareciam aplicados. Acho que foi só uma escolha ruim, talvez. De qualquer forma, um grande salto pra carreira de cada um, e também pro cinema brasileiro que já está exausto de clichês.

Nota: 5,5


Antonio Tabet - Detetive
Fábio Porchat - Rodrigo
Gregorio Duvivier - Miguel
João Vicente de Castro - Luciano
Luis Lobianco - Ulisses
Marcos Veras - Lorenzo Chantonelly
Thati Lopes - Fernanda