CultClubCinema #7 - Independence Day, O Ressurgimento

A Sessão da Tarde ganha mais uma atração para um futuro não tão distante


Naves, aviões, humanos, aliens, destruição: De diferente, só os efeitos especiais. Mesmo empolgante, o filme peca em quase todos os pontos. Desde o elenco, que reveza entre reciclados da versão anterior e apostas erradas, ao roteiro, que parece um apanhado do que de melhor aconteceu no Cinema em Casa, do SBT.

Na trama, a Terra esta tremendamente adaptada pós ataques de 1996. A tecnologia alienígena agora está sendo usada a favor dos humanos, e uma gravação serve pra deixar tudo isso bem claro. Logo temos uma 'pseudo cena de ação' que é um prelúdio do quão sem emoção o resto do filme pode ser. 
Jake é um piloto rebelde que trabalha em uma base na Lua e Charlie é seu melhor amigo bobão e companheiro de serviço. O grandalhão Jake é casado com a filha do ex presidente e veterano Thomas Whitmore, a bela Patricia. Juntamente com o hoje Capitão Dylan, fizeram parte de uma espécie de treinamento aéreo em que um acidente (banal, vale lembrar) comprometeu a relação entre os dois rapazes, que não se falavam desde então. Bem, não mais que de repente uma nave espacial decide fazer contato exatos 20 anos depois, e mesmo contra a vontade do cientista David Levinson, a presidente Elizabeth Lanford ordena abertura de fogo. Após a destruição da nave, uma outra BEM MAIOR chega, e é descoberto que aquela primeira nave viria informar e ajudar na batalha contra esses caçadores de planetas, que estão bem mais aprimorados física e intelectualmente. Depois de uma destruição em massa tremenda, todo o exército é mobilizado em um ataque central, que após falhar, torna a Terra uma verdadeira zona de guerra.

Lendo assim até parece legal, né? Mas não se engane: é mais um Blockbuster pras massas. De qualquer forma, atinge o que procura. Só não sei se conseguirá recuperar os investimentos, já que se tem uma qualidade a ser salientada aqui, são os efeitos especiais. Entretanto, o resto é deplorável, e não estou pegando pesado. As atuações beiram o amadorismo, desde a tentativa extremamente falha de tornar Charlie um alívio cômico a 'trindade' que deveria ser o epicentro e que consegue nada mais do que atrapalhar o envolvimento dos veteranos com o filme. Liam Hemsworth, Jessie Usher e Maika Monroe parecem inexperientes, mesmo com o primeiro tendo papel de destaque (e bem morno também) na saga Jogos Vorazes. Cito aqui os jovens, mas mesmo os veteranos flertaram com o descompromisso. Nesse caso, prefiro culpar o roteiro, que tornou o personagem de Bill Pullman uma espécie de ser intocável majestoso, que além do seu fator histórico falar alto por ter liderado o país na primeira guerra alienígena, ainda o colocaram na sequência como um anunciante do futuro, que entra em luta corpo a corpo com um extraterrestre três vezes maior, sobrevive, pilota a nave que ditará o destino de todo universo e ainda tem tempo para fazer um discurso motivacional forçado.
Sim, amigos. O filme é ruim, e apenas isso.



Nota: 4

Elenco
Liam Hemsworth - Tenente Jake Morrison
Jeff Goldblum - David Levinson
Bill Pullman - Thomas J . Whitmore
Jessie Usher - Capitão Dylan Dubrow-Hiller
Maika Monroe - Patricia Whitmore
Sela Ward - Presidente Elizabeth Lanford
Travis Tope - Charlie
Judd Hirsch - Julius Levinson
Robert Loggia - General William Grey
Vivica A. Fox - Jasmine Dubrow-Hiller
Brent Spiner - Dr. Brakish Okun
Angelababy - Tenente Rain Lao
Charlotte Gainsbourg - Dra. Catherine Marceaux
William Fichtner - Joshua Adams
Chin Han - Jing Lao
Nicolas Wright - Floyd Rosenberg
DeObia Oparei - Dikembe Ubuntu
Gbenga Akinnagbe - Agente Travis
Joey King - Sam
Jenna Purdy - voz de Esfera