Maldição do segundo filme? Desculpe, tenho perda de memória recente
Conhecemos a Disney e a Pixar e podemos aqui enumerar todos seus defeitos mais extravagantes. Entre eles, a ideia de que aproveitar um coadjuvante numa sequência é a coisa mais impactante da história do cinema. Deu (muito) errado em Carros, e isso nos deixou com os dois pés, braços, barbatanas e tentáculos pra trás quando saiu o anúncio de Procurando Dory, a sequência de um filme muito marcante pra crianças do mundo inteiro. Mas 11 anos passaram, muita coisa aconteceu e a tecnologia deu um salto tão grande quanto o oceano (estou demais nas analogias hoje, heim?).
O filme tem o mesmo 'esqueleto' que seu antecessor, e apesar da falta de originalidade do roteiro, novos personagens simpáticos e um final (forçado e) surpreendente fizeram deste filme que estava fadado a críticas como um forte concorrente a melhor animação do ano.
É uma comédia de encher os olhos. Não a toa, já arrecadou milhões por todo mundo. Talvez pela curiosidade, talvez pela forte ligação que crianças e adultos tem pelo filme, ou só por terem a certeza de que um filme protagonizado por uma das personagens mais cativantes da história das animações não teria como não ser, no mínimo, engraçado. O resgate de personagens clássicos refresca a nossa memória, não que fosse necessário, já que um filme bom não sai da nossa cabeça assim tão fácil. Mas algumas introduções pontuais de personagens também são a cereja do bolo do longa, como a tubarão baleia Destiny, a beluga Bailey, os leões marinhos Fluke, Leme e Geraldo, e o próprio Hank, dublado BRILHANTEMENTE (em caixa alta pois merece) por Antonio Tabet, um dos idealizadores do projeto Porta dos Fundos. Pra quem não tem muita experiência em uma mídia como o cinema, Tabet está muito bem, já que esta 'duplamente' em cartaz essa semana. O filme Contrato Vitalício estreou no mesmo dia de Procurando Dory e nós já falamos sobre ele e você pode conferir aqui.
Antes do fim da resenha, acho que vale mencionar a brilhante trilha sonora e a forma como sacaram muito bem alguns aspectos não tão explorados no filme anterior (até pela falta de recursos da época), como quando a iluminação fica claramente escassa quando os peixes se encontram em águas profundas.
PS: Seja um bom espectador, assista a brilhante cena pós crédito e mate um pouco a saudade do filme anterior.
Nota: 7,5
A dublagem original americana conta com vários artistas. Entre eles, novidades como Diane Keaton, Eugene Levy e Ty Burrel, além dos já presentes na temporada anterior, como Ellen DeGeneres, Albert Brooks e Willem Dafoe (spoiler obscuro)
Dublagem Nacional
Dory - Maíra Goes
Marlin - Julio Chaves
Nemo - Rafael Merzadri
Hank - Antonio Tabet