Atores conseguem fazer mágica e tornam o segundo ato quase tão bom quanto o primeiro (perdão pelo infame trocadilho).
Os Cavaleiros voltam depois de uma temporada sem trabalhos, o que faz as mágicas serem ainda mais mirabolantes que antes. Mas a história perde o rumo em alguns (vários) momentos e foca bem mais em efeitos (nem tão especiais) do que na mágica propriamente dita. O que não tira o glamour do filme.
Ok, a sequência inicial deixa a desejar. E é um grande problema falar sobre ela sem dar spoiler, já que todo filme meio que se 'interliga' ao final. Trocando em miúdos, o resumão é meio assim:
Daniel Atlas e seus amigos estão entediados, pois desde o ato final ocorrido no primeiro filme, O Olho não havia mantido contato. Mesmo depois de procurarem respostas, nada acontecia. Enquanto isso, o agente Dylan Rhodes vai segurando as pontas de seus Cavaleiros no FBI. Quando uma ameaça surge, depois de meses, os Cavaleiros se reúnem para mais uma missão com 'síndrome de Robin Hood'. Acontece que os planos vão por água abaixo, os Cavaleiros e o agente Dylan são desmascarados publicamente e na fuga, caindo no próprio truque, acabam perdidos na China e encontram os que serão suas pedras no sapato até o fim do filme: Walter Mabry, magnata intelectual e Chase, irmão gêmeo do mentalista McKinney (pois é, esta parte ficou bem 'novela mexicana', mas eles são engraçados). Enquanto isso, Dylan se rende a persuasão de Thaddeus Bradley, antigo desafeto, e as reviravoltas são tantas que me limito por aqui, pois os spoilers serão inevitáveis. Mas a grande novidade fica com Lola, personagem vivida por Lizzy Caplan. Já a parte triste é a forma como justificam de forma totalmente descompromissada a saída repentina de Henley, personagem de Isla Fisher. Pareceu que a atriz deixou o set de filmagens dias antes do final da gravação, e não foi o caso, já que o elenco estava fechado desde o final do ano passado. De qualquer forma, Lizzy faz uma personagem bem mais simpática que a de Isla, apesar de seu envolvimento com o resto do grupo parecer rápido demais, rolando até alguns flertes com um dos protagonistas.
Em súmula, o filme é bom! Se quiser, confira e me diga se estou errado. Mas eu aprovei e recomendo pra quem gosta de um bom filme de investigação policial misturado com magia e ilusionismo, ou vice e versa. Um ultimo destaque que não posso deixar passar em branco é a brilhante trilha sonora de Brian Tyler! As canções mudam a direção do filme bruscamente e são personagens tão marcantes quanto nossos amigos mágicos!
Nota: 7 (Com vontade de 7,5)
Elenco:
Mark Ruffalo - Dylan Rhodes
Jesse Eisenberg - Daniel Atlas
Woody Harrelson - Merritt e Chase McKinney
Dave Franco - Jack Wilder
Lizzy Caplan - Lola
Daniel Radcliffe - Walter Mabry
Morgan Freeman - Thaddeus Bradley
Michael Caine - Arthur Tressler